História

Foi na década de 80 no centro de São Paulo, próximo à Praça da República onde tudo começou.

Nessa época os militares estavam no poder e várias tribos se manifestavam contra, como por exemplo, os carecas do subúrbio, Punks, White Power e gangs de motociclistas.

Eu tinha 16 anos e estava em busca de me encontrar profissionalmente. Fiz muitas coisas diferentes durante a minha jornada, e, como eu gostava muito de trabalhos manuais e de desenhar, aprendi a fazer artesanato.

Produzindo joias artesanais, tive a pretensão de ter uma joalheria para vender meus trabalhos. O artesanato me levou a diversos lugares diferentes a fim de divulgar a minha arte.

Viajei pelo Brasil por longos anos, e quando voltei à São Paulo, o que me chamou bastante atenção foram os clubes de motociclistas que expressavam sua liberdade e eternizavam sonhos através de desenhos na pele.

Tive a primeira experiência com agulhas amarradas, realizando tattoos manuais.

A primeira Tattoo na minha pele, uma fênix colorida, foi feita pelo Alemão do Stúdio Alemão e Stoppa em Santo André/SP, quando entendi que era realmente o que eu gostaria de fazer…Tattoos.

Três anos se passaram, e consegui minhas primeiras cinco cores de tintas e máquina de tatuagem, trazidas por um amigo dos EUA.

Neste período eu estava em Santa Catarina vendendo meus artesanatos. Passei bastante tempo nesta região e fiz muitas amizades, fui apelidado como “Polaco”, e mesmo tentando seguir utilizando meu nome real, o apelido “Polaco” não me abandonou mais.

Ainda em Santa Catarina, Itajaí, conheci um marinheiro que tatuava viajando o mundo, e acabamos fazendo trocas. Eu tinha pigmentos e ele as máquinas. Dei a ele parte dos meus pigmentos como pagamento por duas máquinas elétricas, e foi neste momento que minha carreira como tatuador começou, com muita determinação, sem mestres e sem padrinhos.

Foram dois anos de aventuras, fazendo tattoos no underground, mas aprendi diversos tipos de tatuagem, Body Art, maquiagem definitiva como também a produzir além das tintas meus próprios equipamentos para atender as minhas necessidades.

A partir daí fui em busca de mais aprendizado, desta vez em Londres no ano de 1987, e esta foi a minha primeira convenção fora do país, onde tive a oportunidade de prestigiar e de trazer novidades para o mercado brasileiro. Depois as oportunidades foram se ampliando e outros eventos fora do Brasil aconteceram, um deles em Nova York, onde participei pelo menos durante 14 anos.

Após muita pesquisa e diversas atualizações sobre equipamentos e técnicas, consegui produzir no Brasil na década de 90 minhas próprias máquinas.

Agradeço a todos os artistas que trabalharam comigo, e principalmente ao Tuka e Davi que acreditaram no meu trabalho e que me ajudaram a chegar até aqui.

Galeria

Alguns dos melhores trabalhos

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Estúdio

A Tatuagem existe há mais de 5.000 anos como arte e expressão da personalidade.

Até hoje tatuamos para marcar conquistas, homenagens, lembranças e intensificar nossas emoções.

A Polaco Tattoo Shop, foi criada em 1983 pelo Tatuador Polaco, com o desafio de divulgar a Tatuagem, vencendo preconceitos e desmitificando sua realização.

Polaco sempre acreditou que devemos colocar o coração naquilo que escolhermos fazer na vida, para que seja bem feito. Assim conquistou respeito e admiração para o 1º Estúdio mais Tradicional do Centro de São Paulo.

Museu Tattoo Brasil

Em 2004 inauguramos o primeiro Museu da Tatuagem no Brasil

Ele reúne um rico acervo de mais de 500 itens que contam a história e a evolução da tatuagem no Brasil e no mundo.

O museu conta a história da tatuagem, desde sua origem até os dias atuais, passando pela evolução das técnicas e equipamentos utilizados para fixar os desenhos da pele.

Situado dentro da Polaco Tattoo, estão expostos os mais variados objetos destinados a tatuagem, vindo desde tribos indígenas, marinheiros, estabelecimentos antigos e famosos ao redor do mundo e até de presídios, como a rudimentar e eficiente máquina de tatuar de uma cadeia da Rússia, montada em um antigo aparelho de barbear, feita com corda de violão e seringa, até maquinas do próprio presidio do Carandiru.

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